quinta-feira, 18 de outubro de 2007

samambaias e os ciclos solares
sobre meu ego.

saudades eletrônicas
e a atividade. pequena memória de esgrimas.

meu grande amor
rasgando camisas debaixo do céu

e esses uivos essa sede
a saliva

os nomes doces
da noite.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

alimento
alguns mitos e sonhos
com minha carne
num mar de mudanças

e inundo os vales.
correndo
pelo avesso do céu
sem tropeçar em verdades.

o destino azul e sem luz.

sábado, 6 de outubro de 2007

permaneço
no ar

limpo
feito
o fogo

desses dias.

como
um anjo
sem asas.
achar perto
da pele

o ouro.
procurar abrindo
fendas no esquecimento
e caminhar sem dor

a força do gato.
posso ouvir a terra
se movendo como uma criança enorme

e vejo os teus dedos
brincando com o céu.
criando umas frutas novas.

elas permanecem lá
eu posso ver por algum tempo.

antes do susto.
dançando

livremente
sobre
a lua

livremente sobre.
bons amigos espalhados pela neve
e os intintos
me protegendo da noite
como da última vez
em que estive dormindo como os fios
suspensos sobre a grande vida

a viagem
que ele desenhou
como o sol
poderoso

o movimento pelo ar
caindo como um pequeno mosquito

sem céu


eu não sei
onde estou.

domingo, 30 de setembro de 2007

nublado
como esses dias

o azul do chumbo
esse cinza

meus olhos
caminhando
contra o horizonte

mirando
a origem
da noite

vigiando
lentamente
a manhã

lentos
abertos como os poros.
você sabe de mim
e sobre eu não usar armas.
eu olho a lua e penso
que sou criança, como dizíamos.

eu saio
do controle mas me lembro
de correr olhando para
você. você sabe onde eu me escondo
no céu e nas noites sem choro.

o brilho do sol mostra
quem eu sou. o que eu
sinto e o que eu sei
estão passando
por debaixo da ponte e da porta
que eu abri pra você.

o que ainda está comigo
e que dorme e me lembra
o jeito como você anda.

ela gosta de me ver dormir
sobre o chão de estrelas.

o que está na tempestade.

sonhando que está coberto
pelo segundo perdão.
você pode me ouvir?
peço por favor a segunda graça.
a segunda face. esse longe que eu pude ver
sobre a grama tão distante.

deitado e calmo como uma estrela.
tranquilo como um sol novo.

os retratos em azul espalhados
pela cidade. você abre sua boca
e explica os caminhos difíceis

de voar.
eu não tenho gatos
e sei sorrir
como um garoto
sem os brinquedos antigos
chorei
debaixo do céu noturno
e não esqueci
o teu rosto louco.

eu queimei o inverno
e meu humor.
dispersei tudo sobre o chão.

eu fiquei esperando
um sonho do outro lado do jardim.

mas dispersei tudo
sobre o espelho

e esqueci o azul.
perdi o azul.
as flores
sem data
estão enterradas
no coração

e os filhos.
algo
que ninguém sabe
nem sente

algo
que não se
move

algo
que nega
o céu

algo
que é noturno
e palavra

algo
que seja.
a semente
a vertigem de futuro
a paisagem sem olhos

esse longe.
eu espero que você me ache
antes da chuva. estou vagando
lentamente pelas ruas do teu sonho.

você tem fogo?

joga teu nome sobre os muros
dos novos dias. tu é doce
e o riso que se move. como
eu gosto de ouvir e cheirar tua pele.

o rádio que deixo dormir
dentro de mim.

como esse sol.
a imagem desse sol.